A TARDE É BEM QUENTE. CANSADA, BONECA DE LADO, MENINA DORMINDO.

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
— “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .

Mas a história da 4ª F foi diferente da história do poema do Olavo Bilac. Desde o início do ano, aprenderam que trabalhar em grupo é a melhor saída. Vejam a construção das bonecas de jornal…

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