A TARDE É BEM QUENTE. CANSADA, BONECA DE LADO, MENINA DORMINDO.

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
— “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .

Mas a história da 4ª F foi diferente da história do poema do Olavo Bilac. Desde o início do ano, aprenderam que trabalhar em grupo é a melhor saída. Vejam a construção das bonecas de jornal…

AINDA ENCONTRO A FÓRMULA DO AMOR

Uma poesia de Pedro Bandeira em homenagem ao dia dos namorados…

NAMORO DESMANCHADO
Já não tenho namorada
e nem ligo para isso.
É melhor ficar sozinho,
namorar só dá enguiço.

Eu conheço os meus colegas:
sei que vão argumentar
que pra não ser mais criança
é preciso namorar.

Mas a outra só gostava
de conversa e de passeio
e queria que eu ficasse
de mãos dadas no recreio!

E eu ali, sentado e quieto,
no recreio lá da escola,
de mãos dadas feito um bobo,
vendo a turma jogar bola!

Gosto mesmo é de brincar,
faça chuva ou faça sol.
Namorar não quero mais:
eu prefiro o futebol!

P.S. Um oferecimento da Rádio Paixão, a rádio que toca o seu coração…